quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Músicos da OSB se insurgem contra sistema de avaliação proposto pelo maestro Roberto Minczuk

RIO - Os ânimos esquentaram na Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O descontentamento entre os músicos é geral desde que, 48 horas após o início das suas férias, em Janeiro, eles receberam um comunicado de que seriam submetidos a uma avaliação interna, pela primeira vez na história da orquestra, e que teriam 60 dias para se preparar. Segundo o presidente da comissão de músicos, Luzer Machtyngier, o documento, enviado pela Fundação OSB, contém várias imperfeições, como não atender aos padrões de uma avaliação de desempenho. A situação se agravou nos últimos dias, depois que o maestro Roberto Minczuk tornou públicos detalhes da avaliação. Reunidos desde segunda-feira, os músicos tiraram uma posição conjunta: 56 dos 58 integrantes da orquestra presentes à assembleia realizada na sede do Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro não vão comparecer à avaliação marcada para o início de março. A OSB tem 82 músicos fixos.
Critérios questionados
- Qualquer documento, qualquer elaboração de projeto, principalmente de nível artístico, tem que passar pela comissão de músicos. A comissão tem que participar da elaboração desses documentos. E ele se mostrou cheio de absurdos. Uma avaliação de desempenho nunca pode ser considerada eficaz a partir do momento em que é feita em cima de uma apresentação de 20, 30 minutos. Isso não é avaliação de desempenho. Ela tem que incorporar dezenas de outros critérios: assiduidade, produtividade, interesse, relacionamento com os colegas. Não é só tocar - diz Luzer.
Procurado pelo GLOBO, o presidente da Fundação OSB, Eleazar de Carvalho, enviou um comunicado através de sua assessoria de imprensa:
"(...) As avaliações de desempenho agendadas para março servirão como mais um meio para que a Fundação OSB apure o rendimento artístico e profissional de cada músico individualmente. Isso acontecerá aliado ao processo avaliativo contínuo que já vem sendo feito sistematicamente na nossa rotina de ensaios e espetáculos. Ela destina-se a todo o corpo orquestral, estipula iguais condições e critérios para todos os músicos e se assemelha a processos de qualificação praticados por orquestras de padrão internacional. (...)"
Entretanto, Luzer questiona a decisão que manda todo o corpo orquestral participar da avaliação, menos o regente Roberto Minczuk:
- É todo o corpo orquestral, mas ele, não. Não sei se ele é do corpo ou não, mas ele, pelo menos, está se colocando fora disso - reclama.
Segundo o presidente da comissão de músicos, essas imperfeições no documento foram reconhecidas pela administração da orquestra. Membros da Fundação OSB presentes a uma reunião na última sexta-feira, entre eles o presidente Eleazar de Carvalho, admitiram falhas no documento e sugeriram que a comissão de músicos se reunisse com o maestro assistente - Minczuk está no Canadá - para que essas imperfeições fossem sanadas.
- Imediatamente recusei e disse que, com o maestro assistente, não. Que fosse com o diretor artístico da orquestra, e que esperaremos que ele chegue de viagem - conta Luzer.
Roberto Minczuk é, além de maestro, o diretor artístico da OSB, o que desagrada aos músicos:
- Ele assumiu o cargo há seis anos, mesmo não tendo participado de uma lista tríplice que a administração da orquestra é obrigada a solicitar aos músicos. Isso é uma coisa estatutária, então, mesmo não sendo do nosso agrado, ele foi convidado para assumir não só a direção artística como o cargo de maestro titular. Então, ele tem poderes bastante amplos - indigna-se Luzer.
Deborah Cheynne, presidente do Sindicato dos Músicos e integrante da OSB, concorda:
-- Na Osesp, por exemplo, existe um cargo de direção artística e outro de regente, como deve ser. São cargos que devem ser ocupados por pessoas diferentes. Isso cria um equilíbrio. Acabou a era dos megassalários. É um absurdo que uma pessoa trabalhe no mesmo local que eu e ganhe muito mais de 1.000% do que o trabalhador que está ali com ele. Não é uma questão de cargo de confiança, não estamos falando do diretor da CSN ou da Petrobras, é uma outra realidade e são outros fins envolvidos em uma fundação como esta.
" Não somos contra qualquer avaliação de desempenho. Somos avaliados diariamente, constantemente "

De acordo com Luzer, Minczuk foi procurado por ele por e-mail na noite da última sexta-feira para uma reunião com os músicos quando retornasse ao país. O maestro, porém, solicitou uma audioconferência para anteontem. Segundo Luzer, foi pedido ao maestro e diretor artístico que o documento fosse refeito do zero, sem remendas, e que a avaliação, em março, fosse cancelada. Como o resultado da audioconferência não foi satisfatório, os músicos decidiram, em assembleia realizada na tarde do mesmo dia, que 56 dos 58 presentes não vão comparecer à prova.
Busca por padrão internacional
- Não somos contra qualquer avaliação de desempenho - enfatiza a presidente do sindicato. - Somos avaliados diariamente, constantemente. A nossa atividade é uma baita de uma avaliação. Ao sentar no palco e tocar, estamos nos desnudando ali. Somos avaliados pelo público, pelos críticos... Temos funcionários dentro da orquestra que exercem o papel de avaliadores diários em termos de disciplina, comportamento, conduta, então não há como dizer que houve uma falha na avaliação e que ninguém conseguiu ver nada. Pelo contrário. Temos a presença do maestro em todos os ensaios, anotando. Ninguém é contra isso. A gente entende que é necessário, e que se deve melhorar e buscar um nível de excelência. Todo mundo quer isso, mesmo antes de esse projeto nos ter sido apresentado, aos poucos e de maneira um pouco vil.
A busca pelo padrão de excelência a que Deborah se refere foi o que, segundo Minczuk declarou em entrevista ao GLOBO na semana passada, o motivou a agendar a polêmica avaliação, além de audições em Nova York, Londres e Rio para preencher 13 vagas atualmente abertas na orquestra.
Leia a íntegra na edição digital do Segundo Caderno, apenas para assinantes

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Colégio Progresso


O diretor, Toninho, e o recém-contratado, maestro Marquinhos.
A Banda Marcial do Colégio Progresso Centro, representada pelo diretor, Antonio Bonvenuto Neto (Toninho), fechou hoje contrato com o maestro Marquinhos, ex-regente da supercampeã banda marcial Noé Azevedo.

Fonte: http://www.bandasefanfarrasbrasil.com/

A polêmica do fim de ano

O que aconteceu no Ginásio do Corinthians no último dia 14 de novembro vai repercutir por muitos e muitos meses, e até anos a fio. O torneio em si foi de alto nível, independente de quem não esteve presente. A parte do Torneio das Campeãs foi tranquila. A primeira etapa de classificação premiou as 3 melhores para a segunda fase (IACES, FAMA e ITAPEVI). O final do torneio seguiu a mesma ordem. Mas e quanto as drums?
Nas Drum Corps, as categorias apresentaram bons trabalhos e surpresas, como a Católica de Brasília, mas ai chegamos na categoria principal e o que era esperado:  a Drum Corps de Atibaia - FAMA, que na Alemanha ficara em terceiro lugar no campeonato mundial, ou a Drum & Brass Corps do Colégio Progresso, que era então a atual campeã do torneio.
A FAMA se apresentou antes do Colégio Progresso, efetuando uma coreografia mais brasileira (a qual também havia executado na Alemanha), com muita técnica de sincronismo e movimentos que contagiou todo o ginásio do Corinthians. A DBC do Col. Progresso fez uma apresentação mais técnica, voltada ao estilo das DCI americanas, mas que também empolgou o público, grande parte nesse momento, por alunos do próprio colégio Progresso, que preencheram quase metade do ginásio.
No resultado final, a Drum & Brass Corps do Col. Progresso sagra-se campeã, com a FAMA na segunda colocação. O Ginásio do Corínthians era um misto de aplausos, gritaria, vaias, gritos de ordem e decepção. Para uns, uma verdadeira "vergonha" no resultado. Para outros, a "glória" de mais uma vez ter ganho o torneio das Drums no Ginásio do Corinthians.

Fonte: http://www.planetabandas.com.br/novo/

EDITAL PROCULTURA DE APOIO À BANDA DE MÚSICA

Inscrições no período de 25 de outubro à 10 de dezembro de 2010

Esse edital tem como objetivo premiar conjuntos musicais denominados “Banda de Música”, “Banda Sinfônica”, “Banda de Concerto”, “Banda Musical”, “Banda Filarmônica” ou “Sociedade Musical”, em âmbito nacional, com a finalidade de reconhecer e propiciar a melhoria da qualidade técnica e artística desses conjuntos musicais, visando a sua sustentabilidade, propiciando a aquisição de instrumentos de sopro e de percussão.
Fonte: Minc

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Características
Banda Marcial: Instrumentos melódicos característicos: família dos trompetes, família dos trombones, família das tubas e saxhorn. Instrumentos de percussão: bombos, tambores, prato a dois, prato suspenso, caixa clara. Instrumentos facultativos: marimba, trompa, tímpano, glockenspiel, campanas tubulares e outros de percutir.
Bandas Musicais: Instrumentos melódicos característicos: famílias das flautas transversais; família dos clarinetes; família dos saxofones e famílias dos metais. Instrumentos de percussão: bombos, tambores, pratos a dois, prato suspenso, caixa clara. Instrumentos mínimos obrigatórios: 2 flautas, 3 clarinetes e 2 saxofones. Instrumentos facultativos: celesta e xilofone.
Drum Corp: decendente das marching band, caracteriza-se por apresentar-se com coreografias que fundem o corpo musical e o corpo coreográfico. Seu instrumental e composto por Trompetes, Flugelhorn, Trombones, bombardinos, Tubas e ou Souzafones. Para a percussão, o mais comum são: Caixas tenores, Pratos e o Quadritons, ainda podendo contar com instrumentos adaptados para marcha, como: Glockenspiel, Xilofone e Marimba.
Fanfarra Simples Tradicional: Instrumentos melódicos característicos: cornetas e cornetões lisos de qualquer tonalidade, sem a utilização de recursos como gatilho ou pistos. Instrumentos de percussão: bombos, tambores, pratos a dois, prato suspenso e caixa clara.
Fanfarra Simples Marcial: Instrumentos melódicos característicos: trompetes naturais (cornetas) agudos e graves (cornetas), todos sem válvulas de qualquer tonalidade ou formato, sendo facultada a utilização de recursos como gatilhos. Instrumentos de percussão: bombos, tambores, pratos a dois, prato suspenso e caixa clara.
Fanfarra com instrumentos de uma válvula: Instrumentos melódicos característicos: trompetes naturais (cornetas) agudas e graves com uma válvula de qualquer tonalidade ou formato. Instrumentos de percussão: bombos, tambores, pratos a dois, prato suspenso e caixa clara.
 Marching band: sua formação mais comum é para os aerofones: Famílias das Flautas, dos Clarinetes, dos Saxofones, dos Trompetes, dos Trombones, das Tubas e ou Souzafones e os Fagotes e Oboés. Estes dois últimos encontrados raramente em desfiles por serem de palheta dupla tem maior risco de causar acidentes. Para a percussão, o mais comum são: Caixas tenores, Pratos e o Quadritons, ainda podendo contar com instrumentos adaptados para marcha, como: Glockenspiel, Xilofone e Marimba.

Apresentação


Este blog foi criado após a constatação da falta de um espaço para todos aqueles que gostam de participar, ver ou ouvir bandas estudantis em todas as suas categorias, seja, marcial, musical e fanfarra.